A Tecnologia e o Trabalho do Futuro

Quais os impactos que a tecnologia pode trazer para os empregos? Quais serão os tipos de trabalho menos afetados?

A Tecnologia avança, e este avanço provoca duas percepções diferentes. De um lado, é apaixonante a transformação em realidade de coisas que antes eram apenas sonhos ou ficção científica. Assista a um antigo episódio de “Os Jetsons”, e constate que vários dos “gadgets” usados pelos personagens são atualmente parte do nosso cotidiano. A outra percepção é de incerteza. Será que o trabalho será substituído pela tecnologia?


Esta não é uma questão nova, pois outras tecnologias alteraram a forma como as coisas eram feitas ao longo da história. Em cada momento há o temor de que as pessoas que ganhavam sua vida com atividades tornadas menos relevantes ou obsoletas percam seus empregos. No início do século 19, por exemplo, artesãos têxteis protestaram e destruíram máquinas da então nascente indústria têxtil, numa tentativa de frear a inovação. 


Este é um tema de grande relevância e debate no mundo acadêmico atual. Será que o mercado de trabalho encontrará um novo ponto de equilíbrio, como tem ocorrido ao longo da história?


  • De fato, muitas atividades são substituídas como consequência das mudanças tecnológicas: no início do século 20 o crescimento da utilização dos automóveis eliminou postos de trabalho relacionados aos cavalos (ferreiros, tratadores, etc.). Mas também criou novos postos de trabalho ligados aos automóveis (mecânicos, funcionários de postos de serviço, etc). 


  • Novas tecnologias também criam oportunidades impossíveis ou não imaginadas anteriormente: se a internet e o e-commerce afetaram pequenos comerciantes locais, também permitiu que alguns destes pequenos empreendimentos pudessem crescer geograficamente muito além do que era possível anteriormente. Também aumentaram enormemente o negócio de entrega de encomendas.


  • Há um efeito ligado ao aumento da produtividade da sociedade: como um todo, mais tempo é dedicado a outras atividades (como entretenimento e lazer, por exemplo), o que gera empregos em setores não diretamente ligados à mudança tecnológica.


Nesta visão mais positiva, haveria uma grande adaptação em que trabalhadores migram de uma atividade para outra, como tem sido o caso ao longo da história. Por exemplo, a participação dos trabalhadores da agricultura no mercado de trabalho é muito menor do que era antes da revolução industrial. Embora muito importante e até mesmo dramática do ponto de vista individual, esta migração é a forma como a sociedade se adapta pouco a pouco, geração após geração, às mudanças pelas quais passamos. 


Por outro lado, há quem entenda que a velocidade da inovação agora seria maior do que nunca, e portanto não haveria tempo para que as pessoas adquirissem novos conhecimentos e alterassem suas vidas profissionais. Há evidências neste sentido o tempo todo: em vários países temos simultaneamente uma taxa de desemprego relativamente alta, e grande dificuldade para encontrar profissionais habilitados para certas vagas. 


Qual será a nossa realidade? “É muito difícil fazer previsões, especialmente sobre o futuro”. Esta citação é genial, e tem sido atribuída a muita gente diferente, e na verdade sua autoria não é conhecida. Não saber a autoria de uma simples frase que ficou conhecida é, em si, uma medida do pouco que sabemos, da incerteza que existe sobre o futuro ou até mesmo sobre o passado. Assim, como devemos nos posicionar em relação ao futuro?


Um ponto sobre o qual não deveria haver muita polêmica é a questão do aprendizado contínuo. “Lifelong learning”, ou a atitude permanente de aprender novas coisas, é algo que deve fazer parte do comportamento de qualquer pessoa. Faça você o exercício: liste as habilidades que você dominou e os conhecimentos que você adquiriu no último ano. Não precisa contar para ninguém, mas você tem orgulho da sua lista? Se você se comparar com sua versão de cinco ou dez anos atrás, há muita diferença? Esta é uma questão íntima, e colocar o aprendizado contínuo em marcha é tão simples de compreender quanto difícil de realizar. E eu não colocaria a responsabilidade por isso sobre terceiros: a escola, a empresa e o governo são sempre muito ocupados, e podem não trazer uma solução a tempo para você.


É muito difícil antecipar exatamente qual habilidade ou profissão terá maior chance de gerar trabalho e renda no futuro (e um futuro cada vez mais longo, aliás). Mas é possível refletir sobre quais tipos de atividade serão mais dificilmente substituídos pela tecnologia. Se consideramos os estudos de David Autor, professor do MIT, as atividades que não puderem ser substituídas facilmente por inovações como Inteligência Artificial, automação e robotização serão mais valorizadas. Estas atividades são as que se apoiam em habilidades humanas únicas, que segundo o pesquisador dividem-se em duas categorias, ou dois paradoxos.


A primeira categoria, ou Paradoxo de Polyani, pode ser sintetizada como “Sabemos mais do que somos capazes de exprimir”. Uma boa parte do nosso conhecimento é tácito e não pode ser transformado em instruções. Isso se relaciona aos problemas complexos, cuja solução depende de experiência, raciocínio indutivo e habilidades de comunicação. A segunda categoria, ou Paradoxo de Moravec, diz que “É comparativamente mais fácil fazer um computador ter um desempenho adulto em testes de inteligência ou em jogos de Damas do que fazê-los ter uma performance equivalente a uma criança de 1 ano em mobilidade ou percepção”. Está relacionada às interações interpessoais, a adaptabilidade situacional, enfim tudo aquilo que nos faz ser o que somos.


Os avanços tecnológicos em deep learning e em cloud robotics vão desafiar estes paradoxos ao longo do tempo, é claro, mas é possível intuir que tarefas não repetitivas, atividades que dependem de conhecimento tácito adquirido pela experiência acumulada, o trabalho criativo, decisões que dependem da leitura das condições imprevisíveis do ambiente, as ações de aconselhamento e curadoria, o trabalho colaborativo, tudo isso seguirá sendo relevante, único, raro e valorizado. Enfim, aquilo que definimos como trabalho intelectual.


Se você deseja desenvolver uma nova carreira potencialmente mais adaptada a este novo horizonte, fale conosco. A Zinneke está fundada no princípio de que as contribuições únicas das pessoas, através da disponibilização de conhecimento relevante às empresas, será ao mesmo tempo um desafio e uma oportunidade para este novo mercado de trabalho, qualquer seja a forma que ele tome.


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Eduardo Rocha  acha que ninguém sabe de verdade como será o futuro do trabalho, mas fundou a Zinneke para encontrar respostas em qualquer cenário. A solução deve passar por  conexão, conhecimento, e novas formas de organizar a contribuição das pessoas.


#futurodotrabalho #tecnologia #conhecimento


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Por Eduardo Valença 23 de junho de 2026
Durante o intervalo do jogo entre França e Iraque, ontem, foi disparado o protocolo de ação em caso de tempestades com descargas elétricas. O jogo foi interrompido e o público foi removido. Duas horas mais tarde o jogo foi retomado, quando o monitoramento indicou a ausência de descargas atmosféricas dentro de um raio de 13 km por pelo menos 30 min. Este protocolo não foi definido pela FIFA, o organizador do evento. Foi a aplicação da regulamentação existente nos Estados Unidos para eventos em espaços abertos. O protocolo é diferente do que ocorreria no Brasil, em situação similar. O que mais me chamou atenção não foi a interrupção do jogo em si, mas o fato de que diferentes países podem olhar para exatamente o mesmo risco e chegar a decisões diferentes. Isso acontece porque riscos não são apenas avaliados, eles também são descritos de formas diferentes. O caso ilustra três conceitos importantes de gestão de riscos, e como eles são aplicados na prática. Eles podem ser usados para gerenciar sua Cadeia de Suprimentos, mas você verá que eles se aplicam a virtualmente qualquer domínio. Antes dos três conceitos, vale observar que o próprio limiar de aceitação de riscos varia entre geografias e setores O limiar de aceitação de riscos é variável para diferentes indústrias e geografias Esta é talvez a observação mais evidente. Enquanto matavam o tempo, os narradores da transmissão mal podiam esconder o estranhamento com a prática, que é diferente do que se adota em outros países. Inclusive no Brasil, um dos países com maior incidência de descargas atmosféricas. Há um forte aspecto cultural envolvido. Uma série de acidentes com atletas, árbitros, treinadores e espectadores gerou nos anos 2000 a mudança do protocolo. Não foi a alta frequência de acidentes que motivou o debate, foi o reconhecimento de que os acidentes eram perfeitamente evitáveis. Uma leitura apressada poderia concluir que o Brasil, por não ter um protocolo tão rígido, teria um nível de aceitação de riscos menos rigoroso, em geral. Mas isso não é necessariamente verdadeiro: em outros aspectos, como a segurança bancária ou a defesa do consumidor, são as práticas brasileiras que soariam muito mais rígidas para um observador dos Estados Unidos. Estas diferenças aparecem o tempo todo na gestão de riscos: o mesmo tipo de desvio seria considerado de forma muito diferente na Aviação Comercial ou na Construção Civil. Por isso, é importante observar estas diferenças quando um negócio vai servir clientes em um novo país ou em um novo segmento. E agir de forma adequada, deixando de lado o estranhamento que pode tratar essas diferenças como “exageros”. Conceito 1: Ter um protocolo de ação bem definido reduz incertezas O protocolo adotado ontem é bastante claro. Há uma regra explícita (sem descargas elétricas num raio de 13 km por no mínimo 30 min). O risco subjacente não está mais em discussão: o que se discute é se houve ou não houve um raio no perímetro definido. A pergunta passa a ser “O indicador foi acionado?”. Não algo como “Será arriscado continuar com o jogo?”. Esse é um elemento chave da gestão de riscos: o gatilho e a ação são definidos previamente, e então aplicados com rigor. Não existe o “na hora, eu decido”. Isso reduz a variabilidade das decisões e a incerteza. Na gestão das cadeias de suprimentos, protocolos claros de gestão de risco são fundamentais. Há uma pressão quase irresistível por exceções e alguma tolerância. “O estoque já está abaixo do mínimo, mas a nova entrega deve chegar em alguns dias”. Ou “O fornecedor descumpriu a cláusula contratual crítica, mas é complicado substituí-lo”. Situações assim criam pelo menos dois riscos novos. O primeiro é a organização achar que o risco original está mitigado, quando não está. E o segundo é cultural: o que deveria ser uma regra vira uma sugestão. Conceito 2: As decisões e as escolhas devem ser feitas previamente Além de reduzir a variabilidade em comparação com decisões feitas no momento, as decisões tomadas de antemão definem o campo de atuação segura. Para operar de forma segura e operacional, um jato comercial depende de conhecimentos sofisticados de aerodinâmica, ciência dos materiais e termodinâmica. O conjunto dos parâmetros que devem ser mantidos constitui o que é conhecido como envelope de operação. Um piloto não precisa fazer os cálculos para saber se uma condição de voo é segura ou não: ele é treinado para entender como os sistemas do avião o mantém dentro do envelope, e o que fazer se um limite de segurança é atingido. A definição do envelope e das ações de contingência é uma atividade que deve ser feita previamente, considerando o peso das escolhas. Um evento da copa do mundo que dura o dobro do tempo certamente tem impactos negativos, que foram aceitos quando se definiu o protocolo. Posso imaginar que a definição dos 13 km e dos 30 min tenha sido alvo de muito debate, quando o protocolo foi definido. Eu me lembro da discussão que eu tive com um diretor comercial uma vez, em relação a riscos de atrasos de um navio. Ele dizia que aceitava o risco, mas na verdade ele acreditava que o atraso não aconteceria. São coisas muito diferentes. O que estava em discussão não era a existência do risco, mas o tamanho do risco residual que a empresa estava disposta a absorver. Aceitar um risco significa aceitar também suas consequências residuais, caso ele ocorra. Conceito 3: A forma como um risco é descrito afeta o critério de aceitação Talvez o conceito mais interessante que este caso ilustra seja o nível de aceitação de um risco como função do modo como o risco é descrito e enquadrado. Um evento durante uma tempestade pode ser definido de mais de uma forma. Uma forma é considerar o risco em termos de probabilidade e gravidade da ocorrência em si, o que talvez justifique os países que não interromperiam a partida. Mas nos Estados Unidos, um país com uma cultura muito mais agressiva de responsabilização civil e altas indenizações, o enquadramento pode ser diferente, algo como “Se houver um acidente, como justificar não ter parado a partida, se eu poderia detectar a tempestade chegando?”. Diferentes enquadramentos podem provocar decisões diferentes. Por exemplo, considere uma situação sistêmica como uma greve geral, um fator externo que impactasse as entregas para um cliente. É possível descrever o risco como “Força maior que impediu a entrega”. Mas também “Parada de um cliente causada por falha na nossa entrega”. Ou “Estrutura logística do concorrente seria menos afetada do que a nossa durante uma greve geral”. Ou ainda “Oportunidades de ganhar participação de mercado durante uma crise logística". Cada enquadramento define grau de aceitação e ações adequadas, diferentes em cada caso. E até tratar o evento como uma oportunidade potencial. Gestão de Riscos é uma questão estratégica Este caso ilustra um ponto frequentemente subestimado na gestão de fornecedores e na gestão de supply chain, e talvez até em outros temas como ESG e segurança do trabalho. A gestão de riscos tem um componente fortemente estratégico: como os riscos são definidos e como a organização se prepara e se posiciona em relação a eles. É uma atividade preventiva, que tem a enorme vantagem de poder ser feita sem a pressão de agir em reação a algo que já aconteceu e já causou consequências negativas. Você conhece os seus riscos e sabe o que faria sentido para mitigá-los, mas talvez ache que falta tempo para organizar tudo isso. Podemos ajudá-lo, e você vai ver que a confiança de ter uma gestão de riscos robusta vai liberar tempo para você cuidar dos imprevistos (sim, eles continuarão aparecendo).  Comece baixando os nossos guias e estudos de caso gratuitos e fale conosco.
Por Eduardo Valença 16 de junho de 2026
Numa tarde fria de maio em Porto Alegre, eu assistia a um seminário sobre o Futuro da Segurança do Trabalho. Naquela manhã, eu havia apresentado minhas ideias sobre integração de segurança e ESG nas decisões estratégicas e operacionais dos negócios. Talvez eu fosse o único profissional com background em compras na plateia, o que me colocaria em uma posição de observador privilegiado daquela tarde. No palco, uma mesa redonda em que gestores de segurança de várias empresas debatiam conceitos, metodologias e dificuldades de suas trajetórias de melhoria contínua da segurança do trabalho. Após os aplausos, quem levantou a mão para a primeira pergunta foi a Fernanda Mello, CEO de uma empresa gaúcha de serviços de manutenção, construção e projetos. Com um tom amigável e polido, Fernanda perguntou aos painelistas como eles viam um fato que ela observava: prestadores de serviços que colocam grande ênfase nos cuidados com segurança e qualidade acabam, muitas vezes, perdendo contratos para empresas com foco unicamente no preço. Segundo ela, isso acontece até mesmo em clientes para os quais já trabalham: novos entrantes de baixo preço são preferidos para projetos muito desejados, deixando de considerar a experiência de fornecedores que já atuam na organização. Nas respostas, os gestores de segurança reforçaram a importância que estes atributos qualitativos têm, para a segurança e para suas empresas, e em seguida falaram de vários problemas: compradores que acabam focando no preço “ por ser o que se espera deles ”, experiências boas ou ruins com um fornecedor que não são levadas em conta para outras partes da organização, falta de alinhamento entre compradores e responsáveis internos pelo serviço. São temas chave para compras, todos eles. Compradores bem formados sabem que a estratégia para serviços críticos não pode se resumir a uma mera comparação de uma tabela de preços. Esse é o caso de construção e manutenção industrial, mas há muitas categorias assim. As respostas dos gestores, precisas ou não, indicam que as organizações de compras estão falhando em endereçar corretamente estes desafios. Há três possibilidades, e nenhuma delas é positiva para compras. As áreas de compras não levam em conta nada além do preço ? Embora essa seja uma afirmação muito comum, isso não deveria acontecer. Se ainda acontece, é porque algo não está bem alinhado: seja na formação dos profissionais, seja no que a organização comunica como prioridade. Aspectos qualitativos podem ter alguma subjetividade em sua avaliação, mas estão diretamente relacionados ao valor do serviço, que precisa ser comparado junto com o preço. Não fazer essa avaliação é tão absurdo quanto considerar apenas o preço total, deixando de lado o preço unitário. A qualidade do serviço, por exemplo, impacta em outros custos internos como retrabalhos, atrasos e consumo adicional de materiais e outros serviços. E é até mais importante que o preço, em muitas situações. Há aspectos mais subjetivos, como a avaliação de riscos de um fornecedor. Aprovar um fornecedor envolve comparar aspectos presentes e concretos (como o preço) com questões futuras e incertas (como os riscos trabalhistas). É por isso que a avaliação de aspectos qualitativos e a experiência prática com o fornecedor são tão importantes, e fornecedores atuais devem passar por uma boa avaliação regular de desempenho. As outras áreas da empresa não conhecem os critérios que a área de compras adota? Se os compradores estão levando em conta critérios qualitativos, mas as áreas que usam os serviços não sabem quais são esses critérios, a situação talvez seja até mais grave . Pode haver algum desalinhamento nesses critérios, o que é esperado porque profissionais de compras tendem a ter um perfil mais generalista e menos técnico do que as áreas que efetivamente utilizam o que os fornecedores entregam. Mas o desconhecimento revela, principalmente, falta de diálogo entre compras e as diferentes áreas da empresa. Isso indica uma abordagem extremamente processual e operacional de compras, com baixo conteúdo estratégico e baixa aderência às necessidades do negócio. Ter compradores com formação suficiente para compreender bem essas necessidades, com perímetros em um tamanho que permita o adequado aprofundamento, e uma rotina de diálogo com os diferentes usuários internos são boas práticas sem as quais não existe bom desempenho em compras. Os fornecedores (principalmente os parceiros) recebem retorno sobre suas ofertas? A terceira e última possibilidade da situação levantada pela Fernanda é a ausência de clareza sobre as concorrências e seus resultados. Em um mundo em que RFP’s e RFQ’s vêm sendo progressivamente automatizadas, o processo de contratação de um fornecedor pode se tornar algo mais frio e distante, restrito ao que estiver escrito. Sem um processo de clarificação sobre os objetivos do contratante, um fornecedor não escolhido tem poucos elementos para identificar diferenças entre seu posicionamento e o que aquele cliente esperava. Afinal, cada fornecedor decide sua estratégia e suas ofertas com base em premissas distintas, que podem não estar alinhadas às prioridades do cliente para a categoria. Quando o fornecedor já atua na organização , o problema é ainda mais grave. Se você não dá a seu fornecedor os elementos para compreender os eixos de evolução dos serviços que ele presta, não pode esperar que os resultados da parceria avancem. Manter um diálogo produtivo com os fornecedores atuais assegura que as expectativas para o futuro estejam claras. Num cenário assim, o resultado de uma nova concorrência não deveria ser uma surpresa para ninguém. E agora? Que resposta podemos dar para a Fernanda? Eu não conhecia a Fernanda até ouvir a pergunta que ela fez naquela tarde fria. O que eu aprendi sobre a LES, sua empresa, em uma reportagem do Sebrae/RS, mostra que sua CEO participando de um Seminário sobre Segurança não é algo isolado. A empresa se posiciona com um foco em segurança e qualidade, tem iniciativas interessantes em inclusão e gestão de pessoas, e parece ser o tipo de fornecedor que o segmento precisa. Existem muitas outras empresas como a LES, em outros segmentos e outras regiões do Brasil. Eu conheço várias, e elas não deveriam ter dúvidas quanto à sua estratégia. Se sua área de compras ainda olha só para preço, não alinha objetivos e critérios de contratação com as outras áreas da empresa ou não se relaciona de forma estratégica com seus fornecedores, pode estar perdendo as oportunidades que estas empresas podem trazer para seu negócio. Descubra como fazer essa mudança. O relacionamento com fornecedores é um dos temas mais importantes na estratégia de compras, e você pode baixar no link do post, gratuitamente, o Mapa Zinneke da Gestão Estratégica de Fornecedores. E se você quiser aprofundar a conversa, podemos ajudá-lo a conquistar seu próximo sucesso.
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